Este blogue é dedicado à memória do meu Pai, Alberto Pedroso (7 de Abril de 1930/1 de Janeiro de 2011).

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SAKINEH

Sakineh vai ser apedrejada até à morte.Qual foi o crime? ser mulher e ter nascido e vivido num país, que apesar de ser uma das nações e dos povos mais antigos do mundo, é actualmente governado por um grupo de homens que mentalmente estão na Idade das Trevas e têm o coração cheio de ódio.



Está presa há cinco anos. Sob a bárbara tortura das chibatadas confessou o crime: adultério e cumplicidade no assassinato do marido. Qualquer pessoa teria confessado fosse o que fosse desta forma. Mas Sakineh Ashtiani acabou, mesmo assim, por ser condenada pelas autoridades iranianas. Pena de morte por apedrejamento. Quando se pensava que tal veredito estava suspenso, graças à pressão internacional, o caso volta à estaca zero e Sakineh pode morrer a qualquer momento.
O caso arrasta-se desde 2006. Cinco anos de vida de uma mulher que todos os dias acorda sem saber se vai ser o último. Se vai ou não ser enrolada num lençol branco, enterrada na areia até aos ombros e golpeada com pedras até fechar os olhos para sempre, como manda a tradição desta prática desumana. Por si só, esta tortura da dúvida é uma morte lenta demasiado dolorosa.
A historia de Sakineh, de 43 anos, correu mundo pela mão dos activistas dos direitos humanos. Pelo meio, o seu filho, o seu advogado e dois jornalistas alemães foram detidos. Mas o caso nunca foi totalmente silenciado. Em Julho deste ano, mais de 300 mil pessoas de todo o mundo - entre elas inúmeras figuras públicas - assinaram uma petição que serviu, em boa parte, de volte face à decisão da sharia. Os lideres iranianos quiseram abafar mais um escandalo e afastar as atenções, sob o risco de consequências politicas. Por outro lado, não querem demonstrar que estão a ceder às pressões do Ocidente. Pelo meio fica em jogo a vida de uma mulher. De forma atroz. Absurdamente injusta.
Irão: 385 enforcamentos em apenas um ano.
Relembro que dados da Amnistia Internacional revelam que, apenas no ano passado, foram executadas 388 pessoas no Irão, quase todas enforcadas. Em espera para morrer por lapidação há dez homens e quatro mulheres. Agora, novamente Sakineh.
Em pleno dia de Natal a confusão voltou a ser lençada: a iraniana recebeu nova ordem de execução na prisão. Em dúvida fica apenas se será por apedrejamento ou enforcamento. De imediato surgiram novoa apelos da Amnistia Internacional e dos governos alemão, francês e espanhol.
Agora, chegou também a vez de todos nós darmos o nosso pequeno contributo. Dar voz a Sakineh é dar voz a todas as mulheres que sofrem tais barbáries. Assinar a petição não custa nada e pode ajudar a salvar uma vida. Demora apenas dez segundos e pode fazê-lo aqui. Eu já o fiz e você?
(Paula Cosme Pinto-www.expresso.pt - 28.12.2011)
http://www.avaaz.org/po/lula_salve_sakineh/?vl

2012!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

TERNURA+COMPAIXÃO+FRATERNIDADE=HUMANIDADE












LOST (2003-2011)





















Obrigada ao Cláudio e à Tania por o terem sepultado no seu terreno.

AS REPUBLICANAS

Fina d'Armada, natural do concelho de Caminha, professora, licenciada em História, actualmente reformada, tem dedicado a sua vida à pesquisa e divulgação da Historia das mulheres portuguesas, anónimas e protagonistas.

Republicanas quase desconhecidas, de Temas e Debates

e As Mulheres na implantação da República, da Esquilo,

são alguns dos seus livros.

2011: OS PROTAGONISTAS

A Revista Time elegeu como protagonista do ano, todos os manifestantes que em quase todos os cantos do planeta sairam à rua, arriscaram as suas vidas (e em muitos casos perderam-nas), arriscaram a sua integridade fisica, para protestarem contra estado do mundo, dos seus países, dos seus governos, contra a miséria, a ditadura, a corrupção, a destruição do plenat e das nossas vidas.
Em 2011 o Mundo mudou e os protagonistas somos todos nós.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

SOLSTICIO DE INVERNO

Começa hoje oficialmente o Inverno, desde tempos imemoriais que os nossos antepassados, seja na Europa, na América do Norte, comemoram esta época com as mais diversas tradições que ainda hoje se mantêm, nomeadamente no norte do Planeta, e também em Portugal (Trás-os-Montes e Beiras).