Este blogue é dedicado à memória do meu Pai, Alberto Pedroso (7 de Abril de 1930/1 de Janeiro de 2011).

domingo, 30 de outubro de 2011

JAMES DEAN

Inesquecível e amado, James Byron Dean, nasceu em 8 de Setembro de 1931 na California, a mãe quis homenagear o poeta inglês Byron, foi filho único, os pais eram fazendeiros metodistas e aos 8 anos James já tocava violino, a mãe morreu vitima de cancro tinha ele apenas 8 anos, após o que foi viver com uns tios, também eles fazendeiros, fez teatro na escola, e em 1949 parte para Los Angeles, por lá andou até que foi para Nova Iork e estudou arte na famosa escola de Lee Strasberg, Actor's Studio.
Começou por fazer pequenas peças de teatro até que foi convidado por Elias Kazan, cineasta muito conhecido na época para interpretar o papel principal de "A leste do paraíso", baseado no livro de John Steinbeck.
A partir daí tudo mudou.
Em 1954 conhece Pier Angeli, jovem actriz e o grande amor da sua vida, mas nesse tempo mesmo na América, as meninas ainda obedeciam às mães e aos pais, e a mãe de Pier não gostava de Jimmy, obrigando a filha a fastar-se dele. Jimmy nunca recuperou do desgosto.

Fez ainda Rebelde sem causa do realizador Nicholas Ray e o Gigante com Elisabeth Taylor e Rock Hudson.


Morre em 1955 num acidente fatal de automóvel e tornou-se um idolo.

com Pier Angeli
com Elisabeth Taylor,
nas filmagens de O Gigante,

Tem sido adorado durante gerações e multidões de jovens e não jovens desde os anos 50....
com Marlon Brando,
No inicio da década de 80, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, organizou um Ciclo de Cinema Americano dos anos 50, horas antes da bilheteira abrir, havia filas e filas compactas de gente de todas as idades mas sobretudo jovens, eu estava lá, que aguentaram horas e horas à espera, pouco após a abertura da bilheteira, já estavam completamente esgotados todos os bilhetes para os filmes de James Dean e de Marlon Brando. Fui uma das muitas azaradas que não conseguiu bilhete e saí da Gulbenkian super frustrada!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

JÁ UMA ESTRELA SE LEVANTA

Helena Pato nasceu em 1939 na zona de Aveiro. Militou activamente na resistência ao fascismo ao longo das duas décadas que antecederam a revolução de 25 de Abril de 1974.
Em 1967 esteve presa durante 6 meses na cadeia de Caxias, sempre em regime de isolamento tendo sido submetida à tortura do sono.
É licenciada em Matemática e a sua vida profissional tem sido dedicada ao ensino de crianças e de jovens e à formação docente inicial e contínua.
Leccionou durante 36 anos no ensino básico e publicou livros e estudos no âmbito da Pedagogia e da Didactica da Matemática.
Esteve ligada a jornais diários, como coordenadora de Suplementos de Ciência e de Educação.
Foi dirigente estudantil no inicio da década de 60 e dirigente politica da CDE(MDP) de 1969 a 1973.
Foi fundadora e dirigente do MDM (1969) e fez parte do núcleo de professores que durante o fascismo dirigiu o movimento docente.
Foi fundadora dos sindicatos de professores nascidos após Abril de 74 e dirigente do SPGL (Sindicato Professores da Grande Lisboa), nos seus primeiros anos.
É autora do Livro Saudação, Flausinas, Moedas e Simones (2006).
Em Junho de 2011 publicou "Já uma estrela se levanta"; são histórias veridicas vividas durante a sua vida em que relata momentos de resistência à ditadura vividas por centenas de pessoas anónimas.
Para mim este livro tem uma particularidade especial, numa das historias, a Helena cita o meu Pai, Alberto Pedroso.
A Editora é a Tagide.
e o preço são 12euros.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

OUTONO

Para mim é uma época triste, sempre foi,o fim do verão, das férias e a preparação para o inverno....

chuva, agasalhos, chapéus de chuva....
mas tudo tem um lado bom, há as castanhas, as castanhas assadas...
e os vendedores de castanhas que todos os anos desde há tempos quase imemoriais, nos dão alento vendendo as castanhas bem quentinhas e boas....
... é uma tradição bem antiga e bem lisboeta....

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

JOÃO ABEL MANTA



Um dos maiores cartoonistas portugueses da actualidade, arquitecto e designer (nascido em 1928), filho do pintor do mesmo nome, de Gouveia.
Uma das suas caricaturas do tempo de salazar representa um dos cientistas opositores do Estado Novo, o matemático Bento de Jesus caraça (1901 - 1948), num desenho publicado originalmente no Diário de Noticias e que foi também capa num dos números da Revista Vértice e de um livro recente do Instituto de Ciências Sociais.
Talvez uma das imagens mais marcantes do humor gráfico dos tempos logo a seguir à Revolução de 25 de Abril de 1974, tenha sido a de um cartoon, publicado primeiramente no Diário de Noticias em Novembro de 1974, representando um cortejo de sábios que são apresentados ao Zé Povinho por um militar do Movimento das Forças Armadas que integrava as Campanhas de Dinamização Cultural que surgiram logo a seguir à Revolução.
Estes cartoons na altura correram mundo!


O fascismo e o período logo após 25 de Abril de 1974 foi bem documentado e ilustrado por Abel Manta...
A Revolução dos Cravos ficou bem documentada através dos seus cartoons cheios de humor.