Este blogue é dedicado à memória do meu Pai, Alberto Pedroso (7 de Abril de 1930/1 de Janeiro de 2011).

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

ALFREDO KEIL


Alfredo Keil nasceu em Lisboa no dia 3 de Julho de 1850, era filho de João Cristiano Keil, de origem alemã o qual se havia instalado em Portugal ainda solteiro. Tornou-se um dos mais famosos alfaiates daquela época vindo a casar com uma senhora também ela alemã, Maria Josefina Stellfflug.

Alfredo estudou no Colégio Britânico e desde muito pequeno mostrou um enorme talento para o desenho e para a musica. A sua primeira composição musical foi escrita aos 12 anos: Pensée Musicalé. Quando terminou o liceu estudou Artes na cidade de Nuremberga, Alemanha. Estudou também desenho na Academia dirigida pelo pintor Kremling e musica com o célebre na altura, Kaulbach. Regressou a Portugal e voltou às aulas de desenho com Prieto e Miguel Lupi.



Alfredo Keil foi um pintor de renome não só em Portugal como internacionalmente.



Recebeu 2 medalhas em 1874 da Sociedade Promotora de Belas Artes e em 1876 os seus quadros Sesta e Meditação foram premiados com medalhas de prata.



O seu quadro Melancolia recebeu uma menção honrosa numa exposição em Paris e em 1879 recebeu uma medalha de prata no Rio de janeiro.


Em Madrid foi condecorado com a Ordem de Carlos III e em Portugal o Rei D. Luis condecorou-o com a Ordem de Cristo.


Dedicou-se também à musica e à Opera. As suas obras musicais foram representadas em importantes teatros na Europa e no Rio de Janeiroe, claro, também em Lisboa.


Em 1890 o ultimato ingles inspirou-o a compor "A Portuguesa" dando voz à indignação geral dos portugueses. Para esta musica, Henrique Lopes de Mendonça compôs o poema Herois do Mar, após a implantação da República, A Portuguesa tornou-se o Hino Nacional de Portugal.


Mas isso Alfredo Keil nunca chegou a saber, pois faleceu em Hamburgo em 4 de Outubro de 1907 após uma operação cirurgica a que se havia submetido.

Muitas das suas obras estão expostas no Museu do Chiado em Lisboa.



















Pintou um Portugal romantico, bucólico, campestre, que já não existe de maneira nenhuma. Os seus quadros são recordações e memórias de outros tempos.









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