Este blogue é dedicado à memória do meu Pai, Alberto Pedroso (7 de Abril de 1930/1 de Janeiro de 2011).

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

VAMOS CANTAR AS JANEIRAS (BRAGA 2011)

3 PIANOS: SONHO DOS OUTROS (BERNARDO SASSETI, MÁRIO LAGINHA E PEDRO BURMESTER)

AMADEO DE SOUZA-CARDOSO

O pintor Amadeo de Souza-Cardozo nasceu em Manhufe - Amarante no ano de 1887, no seio de uma familia aristocrata rural, com nove filhos. Estudou no Liceu Nacional de Amarante e em Coimbra.Em Novembro de 1906, com 19 anos parte para Paris, onde viria a relacionar-se com os grandes pintores da época, vivemdo em Montparnase.
Aí viveu cerca de 8 anos. Relaciona-se com Modigliani, Robert e Sofia Delaunay, Brancusi e muitos outros.
E com os artistas portugueses Francisco Smith, Eduardo Nery, Emmerico Nunes.
Casa com Lucie Meunardi Pecetto. Expõe no Quai d'Orsai e o livro de honra é assinado entre outros por Pablo Picasso.Expõe ainda em muitas outras cidades além de Paris, como Barcelona. Regressa a Portugal logo que tem inicio a I Guerra Mundial indo residir na sua terra de origem, Manhufe.

Convive com Almada Negreiros e com membros do Grupo Orpheu.



Em Portugal é confrontado com a pequenez e provincianismo dos seus compatriotas. A sua primeira grande exposição em Lisboa é olhada com espanto e até mesmo alguma agressividade.
Sucumbiu com a gripe espanhola no ano de 1917.
É um dos maiores pintores portugueses e um dos grandes vultos da pintura europeia do século XX.

As suas obras encontram-se espalhadas pelo Museu da Gulbenkian, Museu do Chiado, Arts Club de Chicago, The Corcoran Gallery of Art em Washigton, e sobretudo no Museu Municipal de Amarante situado numa ala do antigo Convento de S. Gonçalo. Na inauguração do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, foram expostas inúmeras obras suas e o público acorreu às centenas para o ver.















Museu Municipal de Amarante:




quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

MUSEU DA ELECTRICIDADE EM LISBOA, JUNTO AO RIO TEJO NUM VELHO EDIFICIO DO INICIO DO SECULO XX

MARIA LAMAS E "AS MULHERES DO MEU PAÍS"

Maria da Conceição Vassalo e Silva da Cunha Lamas nasceu em Torres Vedras no dia 6 de Dezembro de 1893, ficou conhecida como Maria Lamas e foi escritora, tradutora, ensaista, jornalista e activista politica pelos direitos das mulheres portuguesas e pela Paz no Mundo.


Fez os seus estudos no Colégio religioso de Torres Vedras, Jesus, Maria e José. Casou pela primeira vez em 1910 com Teófilo José Pignolet Ribeiro da Fonseca, casamento que iria durar apenas até 1919, e do qual nasceram duas filhas, Maria Emilia e Maria Manuela. Em 1925 casou em segundas nupcias com o jornalista Alfredo da Cunha Lamas, de quem teve uma filha, Maria Candida. 

Maria Lamas foi sempre opositora contra o Estado Novo. Viveu exilada em Paris durante vários anos e chegou a ser presa pela PIDE, tendo sido encarcerada no Forte de Caxias. Durante o seu exilio apoio sempre os refugiados politicos portugueses em França e não só. Pouco após o 25 de Abril de 1974 aderiu ao PCP.

Escreveu vários livros para crianças, escreveu para vários jornais e revistas, de que se destaca "Modas e Bordados" e "Revista Mulheres", da qual foi directora.

Fez parte da Direcção do MUD, participou em vários Congressos Internacionais pela Paz e de Organizações de Direitos das Mulheres. 

Em Portugal recebeu várias condecorações, Ordem da Liberdade e Ordem de Santiago da Espada (1980).

Foi Presidente Honorária do M.D.M.

Viria a falecer no ano 1983.

O seu livro As Mulheres do Meu País foi publicado no ano de 1948 e para o escrever, a escritora percorreu o país, de autocarro, de carro, de carroça, a pé, de burro, subiu e desceu montes e vales, falou com centenas de pessoas, tirou talvez milhares de fotografias, o livro é um testemunho imprescindível para quem quer que pretenda conhecer a fundo a vida das portuguesas e dos portugueses sobretudo os das zonas rurais, nos anos 40, a miséria, a ignorância, a superstição, o obscurantismo, a falta de condições básicas de higiene e de salubridade minimas, a falta quase total de cuidados minimos médicos...