Este blogue é dedicado à memória do meu Pai, Alberto Pedroso (7 de Abril de 1930/1 de Janeiro de 2011).

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

NÃO APAGUEM A MEMÓRIA!


ALVARO CUNHAL: DESENHOS DA PRISÃO

No centenário do nascimento de Alvaro Cunhal, uma pequena homenagem.
Álvaro Cunhal, nasceu no ano  1913  e era filho de Avelino Cunhal e de Mercedes Barreirinhas. Concorde-se ou não com as suas ideias politicas, é uma personalidade incontornável da História de Portugal no século XX. "Filho adoptivo do proletariado" dedicou toda a vida à causa dos trabalhadores e do povo do seu País, revelando uma tenacidade, abnegação e coragem raras, recusando vantagens ou privilégios, resistindo à clandestinidade, a longos anos de prisão, a torturas brutais, ao isolamento.
O seu pai era escritor e pintor, além de advogado e professor.

Ao longo da sua vida escreveu vários livros: "A luta de classes em Portugal nos fins da Idade Média", "Rumo à Vitória (1961- Relatório ao C.C.)", "Acção, Revolução, Capitulação e Aventura", "A Revolução Portuguesa", "Verdade, mentira na revolução portuguesa", entre outros, todos editados ou pela Ed. Caminho ou Edições Avante (Obras Escolhidas de Alvaro Cunhal);
Em 31 de Maio de 1980, numa Conferência do P.C.P. sobre Portugal e o Mercado Comum, afirmou: "A economia portuguesa não está em condições de ser integrada". Pelos vistos tinha razão, a verdade está hoje à vista no panorama português e na situação a que o país chegou...


Esteve por várias vezes preso, a primeira das quais ainda muito jovem, e como relata a sua irmã, Maria Eugénia Cunhal,chegou a ser espancado na planta dos pés com uma tábua de pregos.
Em 1961, com mais um grupo de companheiros e ajudados por um dos guardas do Forte de Peniche, protagonizou uma das mais espectaculares fugas da prisão no nosso país, digna de um filme de acção de Hollywood. A partir daí entrou na clandestinidade, só voltando legalmente a Portugal após o 25 de Abril de 1974.
Com o pseudónimo de Manuel Tiago, escreveu alguns contos, entre os quais "5 dias e 5 noites" que foi adaptado ao cinema, tendo como protagonista o actor Paulo Pires e Victor Norte, no ano de 1996 e realizado por José Fonseca e Costa.O filme ganhou o prémio de Melhor Fotografia e Melhor Musica  no festival do Cinema Latino de Gramado, assim como ganhou também o Globo de Ouro para o Melhor Filme.





Os desenhos foram feitos a lápis e carvão, e foram desenhados na Penitenciária de Lisboa entre 1951 e 1959, onde passou 8 anos em total isolamento e no Forte de Peniche.
Durante cerca de dois anos não teve acesso a qualquer material de escrita, lápis ou papel, mas em 1951 passou a ser autorizado a receber papel e lápis. Para efeitos de controle os papeis eram numerados pela Pide,e assinados pelo policia de serviço, por isso em vários desenhos existe uma outra assinatura que não a de Álvaro Cunhal.
Alguns destes desenhos conseguiram sair da prisão em segurança, mas a outros perdeu-se-lhes o rasto.Foram reunidos pela familia e amigos, e publicados em 1975 com a finalidade de fazer fundos para o P.C.P..
Nestes desenhos o tema principal é o povo simples e que trabalha duramente.
Alvaro Cunhal viria a falecer em 2005 e o seu funeral foi uma das mais impressionantes manifestações em Portugal nos últimos anos. Centenas de milhares de pessoas de todas as variantes politicas portuguesas prestaram-lhe uma última homenagem.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

MEMÓRIAS DAS CALDAS

Foi recentemente reeditado o livro Memórias das Caldas (1484/1884) de Augusto Silva Carvalho, medico, cidadão proeminente nascido no ano de 1861 na cidade de Tavira.

PERDIDOS NO VERÃO QUENTE de FARIA ARTUR

Faria Artur  nasceu em 1950, é jornalista no Diário de Noticias e escreveu o seu primeiro livro, passado no verão quente de 1975, o protagonista vem recuperar dos traumas da guerra colonial para a nossa cidade de Caldas da Rainha e Nazaré. Creio que deve ser um livro bastante interessante.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O INTRUSO DE LUCHINO VISCONTI

L'Inocenti (em português: O intruso), do realizador Luchino Visconti que foi um dos Grandes (Cineastas) italianos, ver os seus filmes é como admirar a Capela Sistina, são de uma beleza imensa. Este foi o seu último filme e foi realizado no ano de 1976.
Tem como intérpretes principais Giancarlo Gianini, Jennifer O'Neil e Laura Antonelli.


O filme passa-se no final do século XIX, e é baseado num romance de Gabrielle D'Annunzio, e relata a decadência da alta aristocracia italiana, um homem apesar de casado mantém uma vida de luxuria e devassidão. Mas a história e a vida complicam-se para ele. O filme é simplesmente magistral!




(Foto do realizador durante filmagens)