Este blogue é dedicado à memória do meu Pai, Alberto Pedroso (7 de Abril de 1930/1 de Janeiro de 2011).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

JARDIM BOTANICO DA TAPADA DA AJUDA - LISBOA (JUNTO AO OBSERVATÓRIO ASTRONÓMICO E UNIVERSIDADE

PEREGRINAÇÃO, DE FERNÃO MENDES PINTO

Fernão Mentes? Minto! Era assim que os contemporâneos do viajante e aventureiro português se referiam a ele tão extraordinários eram os factos por ele relatados no seu livro.
Fernão Mendes Pinto nasceu em Montemor-o-Velho no ano de 1510, e viria a falecer no Pragal em 8 de Julho de 1583. A sua familia era modesta mas talvez tivesse um pouco de nobreza. Como era hábito na época, ainda muito novo um seu tio levou-o para o serviço na casa do Duque D. Jorge,  filho de D. João II, tendo aí permanecido cerca de 5 anos como moço de câmara do próprio Duque.A vivência nesse meio social abriu-lhe a apetência para a escrita e para a cultura, e mais tarde abriu-lhe as portas para uma carreira diplomática.
Por volta do ano de 1537 parte para a India, onde vai ter com os seus dois irmãos e aí começam as suas aventuras.Viajou pelo Mar Vermelho e participou num combate naval.Viajou também até à Abissinia, e foi cativo dos mouros.Feito escravo, foi vendido a um grego que por sua vez o vendeu a um judeu que o levou para Ormuz.Acompanhou Pedro Faria a Malaca tendo-se seguido 21 agitados anos, nos quais percorreu as costas da Birmânia, o Sião, os arquipélagos de Sunda, Molucas, os mares da China e do Japão. Numa dessas viagens conheceu S. Francisco Xavier que o influenciou de tal forma que decidiu ingressar na Companhia de Jesus.Em 1554 depois de libertar os seus escravos, visita de novo o Japão como embaixador do vice rei. Desgostoso com o comportamento da Companhia de Jesus, abandona tudo e regressa a Portugal.

Com a ajuda de Francisco Barreto, consegue documentos comprovativos dos seus trabalhos e sacrificios feitos em prol da pátria a fim de ter direito a uma tença(pensão), a qual conseguirá mas sem nunca a receber. Desiludido retira-se para o Rosal, Almada onde viria a morrer.


Foi aí que escreveu a Peregrinação, descrição das suas aventuras e viagens, a obra só viria a ser publicada 20 anos após a sua morte, suspeitando-se que houve aí "mãozinha" da Inquisição que não queria ver a mesma publicada e divulgada.


A Peregrinação é uma das grandes obras da Literatura e da História de Portugal e tem sido editada e reeditada várias vezes ao longos dos séculos, havendo mesmo uma edição infantil/juvenil(Adolfo Simões Muller).