Este blogue é dedicado à memória do meu Pai, Alberto Pedroso (7 de Abril de 1930/1 de Janeiro de 2011).

quarta-feira, 31 de julho de 2013

FERNANDA DE CASTRO (1900-1994)




Maria Fernanda Teles de Castro e Quadros Ferro nasceu no dia 8 de Dezembro de 1900, em Lisboa. Filha de João Filipe das Dores de Quadros (oficial da Marinha) e de Ana Laura Codina Telles de Castro Silva, estudou em Portimão, Figueira da Foz e Lisboa, casou no ano de 1922 com António Joaquim Tavares Ferro. Do casamento nasceram António Gabriel de Quadros Ferro, filósofo e ensaísta e Fernando Manuel Teles de Castro Tavares Ferro. A sua neta, Rita Ferro, é uma escritora conhecida actualmente.
O escritor David Mourão Ferreira, disse durante as comemorações dos cinquenta anos de actividade literária de Fernanda de Castro: "Ela foi a primeira, neste país de musas sorumbáticas e de poetas tristes, a demonstrar que o riso e a alegria também são formas de inspiração, que uma gargalhada pode estalar no tecido de um poema, que o Sol ao meio dia, olhado de frente, não é um motivo menos nobre do que a Lua à meia noite".

Fundou, juntamente com o seu marido, a Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, actualmente Sociedade Portuguesa de Autores.


Parte da vida de Fernanda de Castro foi dedicada à infância, tendo sido a fundadora da Associação Nacional de Parques Infantis, associação na qual teve o cargo de presidente. Como escritora, dedicou-se à tradução de poemas, (traduziu Rainer Maria Rilke, entre outros).  a escrever poesia, romances, ficção e teatro. Foi autora do bailado Lendas das Amendoeiras (Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio, 1940) e do argumento do filme Rapsodia Portuguesa (1959) realizado por João Mendes, documentário que esteve em competição oficial no Festival de Cannes.
Viveu uma vida agitada, mundana, sempre rodeada de gente. Grande admiradora de Salazar, não deixou por isso de receber em sua casa, nas suas famosas tertúlias, poetas e escritores activamente anti salazaristas e até mesmo comunistas, como foi o caso do Poeta José Carlos Ary dos Santos, Natália Correia, e muitos outros. Era adorada e respeitada por todos.
Os últimos anos da sua vida passou-os infelizmente acamada, mas não deixava de estar intelectualmente activa e de receber e conversar com todos os que a visitavam.





MARIA KEIL (DE PROPÓSITO) VIDA E OBRA NO PALÁCIO DA CIDADELA EM CASCAIS

Uma exposição sobre a artista plástica Maria Keil, que infelizmente muito poucos portugueses conhecem, no Palácio da Cidadela, em Cascais, organizada pelo Museu da Presidência da República e pela Câmara Municipal de Cascais.
Aproveitem, visitem a linda cidade de Cascais, vejam o mar e vão até ao Palácio da Cidadela, até Outubro!


VOU DE FÉRIAS!



sexta-feira, 26 de julho de 2013

O QUE SE VAI ESCREVENDO EM PORTUGAL: MODESTO NAVARRO

António Modesto Navarro nasceu em Vila Flor em 3 de Fevereiro de 1942, era um dos 11 filhos de Manuel António Navarro e Idalina Augusta Fernandes Navarro. Não teve uma infância fácil, trabalhou na oficina de ferrador de seu pai, dos dez aos vinte e um anos. Cumpriu o serviço militar como fuzileiro naval (1963-67), parte dele em Moçambique, durante a guerra colonial. Quando regressou à metrópole, dedicou-se à publicidade em algumas agências do ramo em Lisboa.
No ano de 1975 ingressa no quadro do Ministério da Cultura como técnico superior principal estando ligado de forma especial às questões da animação e cultura, associativismo e descentralização. Foi assessor da administração da Sociedadede Lisboa 1994 - Capital Europeia da Cultura e do Pelouro da Educação da Camara Municipal de Lisboa.


Desde muito jovem e na sequência das suas simpatias politicas (aderiu ao P.C.P. em 1971) que se encontra ligado a cooperativas e associações culturais, entre elas a Devir (associação cultural fechada pela Pide em 1973), Associação Portuguesa de Escritores (de que foi fundador), Associação do Nordeste Transmontano, Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Lisboa, Sociedade Voz do Operário (pertence à sua Direcção). Participou sempre em inumeráveis colóquios, sessões de esclarecimento e dinamização cultural por todo o País. Participou activamente nos trabalhos do III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro de 1973. Actualmente é membro da Assembleia Municipal da Camara de Lisboa.




Esteve preso pela Pide antes da Revolução de 1974 e viu alguns dos seus livros apreendidos pela mesma. Tem publicado inúmeras obras de ficção, divulgação, policial, contos, sociologia, reportagem, inquerito social, etc..
Mantém-se um cidadão extremamente activo e lúcido não só na escrita de livros como no aspecto social e cultural do nosso País.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

14 DE JULHO 1779 - 14 JULHO 2013

A Europa está mesmo mesmo a precisar de fazer outro 14 de Julho, outra Revolução Francesa! Os franceses comemoram já no próximo domingo a sua Revolução, que foi de toda a Europa e de todo o mundo Civilizado! Acordem Europeus! Ponham os olhos nos vossos tetravós!A eles devemos a liberdade e a democracia e se não nos cuidamos vamos mesmo ficar sem uma e sem outra!