Foi dramaturgo, foi poeta, foi musico, foi actor e foi encenador, e também talvez ourives. Um verdadeiro homem do Renascimento, e como sempre, quase desconhecido da maioria dos portugueses. É considerado o Pai do Teatro Português.
A obra de Gil Vicente faz a passagem de dois tempos e de dois mundos, da Idade Média para o Renascimento, foi extremamente critico dos poderes e dos poderosos do seu tempo, dos nobres, dos frades, na sua obra inspira-se quase sempre nas tradições populares portuguesas.
Não se sabe muito bem onde nasceu, nem quem é a sua familia, há quem diga que nasceu em Barcelos ou em Guimarães, supõe-se também que tenha sido ourives, mas não há certezas. Sabe-se que se casou com uma senhora de nome Branca Bezerra e que desse casamento nasceram Gaspar Vicente (que viria a morrer em 1519), Belchior Vicente, enviuvou e voltou a casar com Melicia Rodrigues, tendo nascido desse segundo casamento, Paula Vicente, Luis Vicente (que organizou e compilou as obras do pai) e Valéria Borges. Paula Vicente seria mais tarde uma mulher ilustre e culta, poetisa.
A sua primeira obra, Auto da Visitação, foi apresentada pela primeira vez nos aposentos da Rainha D. Maria, mulher do Rei D. Manuel, para celebrar o nascimento do principe herdeiro, o futuro Rei D. João III, na noite de 8 de Junho de 1502.
Passou a ser ele o responsável pela organização dos eventos palacianos.
Será também ele, que anos mais tarde, irá dirigir os festejos em honra de D. Leonor, a terceira mulher de D. Manuel, no ano de 1520, um ano antes de passar a servir o Rei D. João III, conseguindo o prestigio suficiente para se permitir satirizar o clero e a nobreza nas suas obras ou mesmo para se dirigir ao monarca criticando as suas opções. Foi o que fez em 1531, numa carta dirigida ao rei defendendo os cristãos novos.
Morreu em lugar desconhecido, pensa-se que em 1536, pois é a partir desta data que deixa de haver relatos sobre a sua vida.
O Teatro Português não nasceu com Gil Vicente, já no tempo do Reinado de D. Sancho I há relatos de representações teatrais na Corte. Mas foi sem dúvida ele que lhe deu uma dimensão que ainda hoje tem.

















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