Este blogue é dedicado à memória do meu Pai, Alberto Pedroso (7 de Abril de 1930/1 de Janeiro de 2011).

quarta-feira, 30 de abril de 2014

ALBERTO PEDROSO (1930/2011): UMA VIDA COM SENTIDO


Lendo uma intervenção no III Congresso da Oposição Democrática em Aveiro, Abril de 1973,





Numa sessão com o historiador e investigador Prof. Dr.  António Ventura -  no Centenário de Emidio Costa, em Portalegre;


1969, no Congresso Republicano, ao centro com Lino Lima à direita,


1971, Coimbra, ( o segundo a contar da esquerda) num encontro da Direcção da Seara Nova, vendo-se entre outros, José Manuel Tengarrinha,




Um pequeno texto do meu Pai, Alberto Pedroso, escrito em 1969 para a revista Seara Nova, que foi totalmente cortado pela censura, após as eleições desse ano, foi levantada a proibição e publicado.

Lisboa, 1981, evento sobre "As casas clandestinas", Freguesia de Nossa Senhora de Fátima onde residiu durante cerca de 50 anos e onde viria a morrer; 


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Alberto da Fonseca Pedroso nasceu em Lisboa, na freguesia da Pena,  estudou na Escola Comercial, tinha a profissão de Guarda Livros, actualmente denominada Tecnico de Contas, muito cedo iniciou a sua actividade profissional e aderiu ao M.U.D. Juvenil (Movimento de Unidade Democrática), nos anos 40 e 50 do século XX, de Oposição ao Regime de Salazar, participou activamente nas campanhas eleitorais da Oposição Democrática nos anos de 1969 e 1973, colaborou em diversos jornais e revistas, como A Seara Nova, Diário de Lisboa, Noticias da Amadora, tendo sido muitos dos seus artigos total ou parcialmente cortados pela censura;
Nos anos logo após a Revolução de Abril de 1974, participou activamente em actividades de dinamização cultural na Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima e não só; mais tarde realizou o seu sonho de, a par da sua actividade profissional a qual manteve mesmo após a reforma e  até morrer, fazer investigação e pesquisa sobre os temas de História Portuguesa que mais lhe interessavam: o Movimento Operário Português no Século XX. Muitas e muitas horas foram passadas na Biblioteca Nacional, na Torre do Tombo, lendo, procurando, passando documentos e documentos a pente fino.

O seu primeiro livro foi sobre um dos escritores e filósofos que mais admirava: Roman Roland "No Centenário de um Homem".

O último, "Bento de Jesus Caraça- Semeador de Cultura e Cidadania (Inéditos e dispersos).



Muito lúcido, inteligente, fraterno, humilde, culto, sempre activo durante toda a sua vida, compreensivo e tolerante para com os outros e para com as ideias contrárias às suas, manteve os seus ideais e convicções até ao final da vida. Foi militante do Partido Comunista Português desde o ano de 1956 até ao fim da vida. Era um homem que pouco falava de si próprio, do seu trabalho, o que só lhe confere mais valor a si e à sua obra. 

DE FRANCISCO SOUSA TAVARES "UMA VOZ NA REVOLUÇÃO"

Editado pelo Clube do Autor, são textos  dos anos 1976 a 1992. Imprescindível de ler.

A selecção de textos é do filho, Miguel Sousa Tavares.

ENCONTROS IMAGINÁRIOS - GRUPO DE TEATRO A BARRACA


TESOUROS DE PORTUGAL EM TURIM


CANTICO DAS BALEIAS

segunda-feira, 28 de abril de 2014

10 DE JUNHO - MUSEU DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

TOMÁS DA FONSECA: CARTA AO CARDEAL CEREJEIRA


Tomas da Fonseca foi um dos mais tenazes opositores ao regime salazarista, tendo estado várias vezes preso pela policia politica.
No seu livro "Fátima: cartas ao cardeal cerejeira" publicado em 1955, e uma das suas obras mais polémicas, desmonta e desmascara as aparições de Fátima e a forma como a Igreja e o Vaticano lidaram e lucraram com esse acontecimento. Pelo facto, Tomas da Fonseca foi acusado de heresia (isto em pleno século XX!).
No passado dia 24 de Abril, o Jornal "O Público" juntamente com a sua edição ofereceu um exemplar do livro; durante algumas semanas, este jornal vem oferecendo edições de livros proibidos pelo regime do Estado Novo de Salazar e Marcelo Caetano.
Tomas da Fonseca nasceu em 1887 e viria a falecer em 1968, foi poeta, escritor, historiador,  jornalista, professor e militante republicano e anti-clerical. Pertenceu ao Movimento de Unidade Democrática (MUD) e à Maçonaria.

LISBOA QUINHENTISTA

domingo, 27 de abril de 2014

POEMA DE VASCO GRAÇA MOURA CANTADO POR MÍSIA - LAMENTO DAS ROSAS BRAVAS

A OPOSIÇÃO AO ESTADO NOVO

A escritora e investigadora Irene Pimentel lança mais uma obra, editado pela Livraria Figueirinhas.


MORREU VASCO GRAÇA MOURA

Aos 72 anos faleceu hoje ao final da manhã, foi escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo, romancista, cronista, tradutor de clássicos, gestor, jornalista e politico;  nasceu na Foz do Douro, Porto, tirou o curso de Direito e exerceu advocacia até decidir dedicar-se por inteiro à actividade literária.
Após o 25 de Abril aderiu ao Partido Popular Democrático, tendo participado no IV Governo Provisório liderado pelo General Vasco Gonçalves, mas não acabou o mandato.
Foi Director da RTP, em 1978, Administrador da Imprensa Nacional Casa da Moeda, foi Presidente da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Fernando Pessoa, e da Comissão nacional para as Comemorações dos Descobrimentos, dirigiu a Fundação Casa Mateus, foi Comissário para Exposição Universal de Sevilha, 1988- 1992, foi também Director do Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura da Fundação Calouste Gulbenkian, foi deputado europeu pelo PSD, em Janeiro de 2012 assumiu a Presidência do Centro Cultural de Belem, recebeu o Prémio Pessoa, entre muitos outros, foi sempre manifestamente opositor do Acordo Ortográfico; uma vida, um currículum e uma vastissima obra!























Um intelectual, um erudito, senhor de uma cultura vastissima, uma grande perda para Portugal.


POEMA DE LUIS VAZ DE CAMÕES: CANÇÃO I - DITA POR LUIS MIGUEL CINTRA

JULIO DINIS: GRANDES ROMANCES DO SÉCULO XIX

Joaquim Guilherme Gomes Coelho, que ficou conhecido como Julio Dinis, nasceu na cidade do Porto na Rua da Reguinha, a 14 de Novembro de 1839, e viria a falecer também no Porto, no dia 12 de Setembro de 1871. O seu pai, José Joaquim Gomes Coelho, cirurgião,e sua mãe de origem irlandesa, Ana Constança Potter Pereira Gomes Coelho; a mãe viria a morrer 6 anos depois vitima de tuberculose; frequentou a escola em Miragaia, estudou na Escola Politécnica e estudou Medicina na Escola Médico Cirurgica do Porto; de saúde débil,  refugiava-se em Ovar e na Ilha da Madeira, e nessas alturas escrevia.
Mas no século XIX a tuberculose não tinha cura e vitimava grande número de pessoas.
O seu romance "As Pupilas do Senhor Reitor" foi publicado em 1869, em folhetins no Jornal do Porto. "Uma familia inglesa", Serões de provincia", "Os Fidalgos da Casa Mourisca", "A Morgadinha dos Canaviais", depois da sua morte prematura, foram publicados "Inéditos", "Esparsos", "Poesia".
Figuras da vida real, familiares seus, inspiraram personagens como Jenny de "Uma familia inglesa" e a tia Doroteia de "A Morgadinha dos canaviais".
Julio Dinis usou também o pseudónimo de Diana de Aveleda, escrevendo "os Novelos da Tia Filomena", e "Espólio do Senhor Cipriano".
Escreveu também para o Diário do Porto, Semana de Lisboa e Serões. 
As suas obras foram largamente adaptadas ao cinema, à televisão, em Portugal e também no Brasil.






















(casa onde viveu em Ovar hoje transformada em Museu)