Este blogue é dedicado à memória do meu Pai, Alberto Pedroso (7 de Abril de 1930/1 de Janeiro de 2011).

segunda-feira, 23 de junho de 2014

PINTOR MÁRIO BOTAS

Mário Ferreira da Silva Botas nasceu na vila da Nazaré em 23 de Setembro de 1952, onde viveu a infância e adolescência e fez os primeiros estudos. Em 1970 veio para Lisboa onde se inscreveu na Faculdade de Medicina, curso que findou no ano de 1975 com uma alta classificação.

Foi pintor, desenhador e ilustrador. A sua primeira exposição, em 1971, foi na Nazaré, vila natal. Dois anos depois expôs na Galeria de S. Mamede em Lisboa. Nessa altura começou a tornar-se conhecido do público  e dos criticos de arte. Veio a falecer em Lisboa, em 1973, vitima de uma leucemia. No ano de 1984 foi criada a Fundação  Casa Museu Mário Botas na Nazaré. Em 1999 exposição no Centro Cultural de Belém e no Museu de Évora.

Conviveu com Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, trabalhou com Paula Rego, Manuel Casimiro e Raul Perez. 


Mário Botas lia vorazmente. Durante a sua vida teve contactos com vários poetas e escritores portugueses, Eugénio de Andrade, António Osório, Raul de Carvalho, Herberto Helder, grande parte da sua pintura consiste na "ilustração"de livros de Gunter Kunert, Raul Brandão, Almeida Faria, António Osório, fez também uma série de desenhos sobre o Antigo Testamento.

Em Fevereiro de 1978 parte para a cidade de Nova York para se tratar.  Aí expõe na Galeria Martin Summers e participa numa exposição colectiva em The Drawing Center. Encontra John Cage, o mitico musico o que lhe inspira A Dip in the Lake, aguarela de uma planta de cidade que poderá ser Lisboa. Em Nova York embora solitário participa na vida intensa da cidade o que o marcará para sempre. 

Pouco conhecida é a sua relação com o Movimento Anarquista. Foi frequentador assíduo da sede da Batalha e do Movimento Libertário Português, na Rua Angelina Vidal, em Lisboa, (à Graça) tendo participado em diversas iniciativas. 

Mário Botas considerou que o Maio de 68 foi o "funeral do surrealismo";




Águas correntes de regatos imensos, que não estão no corpo mas na alma e desaguam sempre noutro rio até chegarem aquele a quem os Antigos chamavam Letes (Mário Botas).
 





















(fonte: Wikipédia e blogue "arteeartistascomhistoria).

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