Este blogue é dedicado à memória do meu Pai, Alberto Pedroso (7 de Abril de 1930/1 de Janeiro de 2011).

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O ALMOÇO DO TROLHA DE JÚLIO POMAR

O quadro O almoço do trolha do pintor neo-realista Julio Pomar foi vendido em leilão, no Palácio do Correio Velho, por 350.000 euros. Comprador anónimo.  

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O GOLPE DE ESTADO DE 28 DE MAIO DE 1926 - O INICIO DA MAIS LONGA DITADURA FASCISTA NA EUROPA

O Golpe de estado de extrema direita de 28 de Maio de 1926 teve inicio na cidade de Braga com o General Gomes da Costa, espalhando-se  depois pelo resto do País e pondo termo à I República Portuguesa. Inicialmente foi uma ditadura militar. Foi formada uma Junta de Salvação Nacional encabeçada pelo Almirante Mendes Cabeçadas, o qual entregou um manifesto ao então Presidente da República Bernardino Machado tendo este indigitado Gomes da Costa para formar novo Governo, após a demissão do que estava em funções. Formado Governo, a pasta das Finanças coube a um senhor de nome António de Oliveira Salazar. Oscar Carmona é mais tarde nomeado Presidente da República e Oliveira Salazar é nomeado Presidente do Conselho de Ministros em 1932, cargo no qual permanecerá até 27 de Julho de 1970. O Regime do Estado Novo terminará apenas em 25 de Abril de 1974. 48 longos e negros anos da História de Portugal.



A I República, sempre foi um regime frágil, em 16 anos teve 7 parlamentos, 8 Presidentes da República, 39 governos, 40 chefes de Estado, além das muitas e constantes revoluções e contra revoluções. Esta instabilidade, a falta de cultura e atraso da maioria do Povo Português permitiram que um golpe de estado de cariz fascista tivesse sucesso.


O Estado Novo, desde logo se assumiu como um regime politico autoritário, corporativista e autocrata, este regime nunca se assumiu como II República, nem como fascista,  preferindo autodenominar-se como Estado Novo. As semelhanças e simpatias com o Regime fascista de Mussolini e a Alemanha de Adolf Hitler foram sempre bem evidentes. Além do apoio aos fascistas espanhois durante a Guerra Civil de Espanha.


 O Partido Único, a Policia Politica, a proibição de qualquer outra força politica ou qualquer forma de organização politica, com a consequente perseguição, prisão, tortura e mesmo assassinato de todos quantos se opunham ao regime, a Censura, a feroz repressão sobre qualquer esboço de revolta ou de critica, a proibição do direito à greve, foram durante 48 anos o cartão de visita de Portugal.





Fascistas desfilando em Portugal.









domingo, 24 de maio de 2015

O FUTURO DOS DIREITOS HUMANOS / AUTOR O JORNALISTA JOSÉ GOULÃO



JOSÉ BAÇÃO LEAL - POETICAMENTE EXAUSTO, VERTICALMENTE SÓ

PORTUGAL: 836 ANOS


Fez ontem 836 anos que o papa Alexandre III assinou a Bula Manifestus Probatum na qual reconhecia o Reino de Portugal como nação independente, e como Rei, o nosso D. Afonso Henriques, o Rei Fundador.

Nos dias de hoje, não temos muito para comemorar, mas convém lembrar sempre.




FOI ONTEM ASSASSINADO O COMANDANTE ALEXEY MOZGOVOY, COMBATENTE ANTI FASCISTA, EM LUGANKS. ATÉ SEMPRE COMANDANTE!

sábado, 23 de maio de 2015

" NASCI PARA SER IGNORANTE " POEMA DE SEBASTIÃO DA GAMA, POR AMÁLIA RODRIGUES

POETA JOSÉ BAÇÃO LEAL (1942 - 1965)


José Crisóstomo Gomes Bação Leal, nasceu em Lisboa, em 1 de Julho de 1942, filho de um médico, João Bação Leal e de Maria Emilia Gomes. Desde cedo começou a interessar-se por literatura, musica, filosofia. Provavelmente devido ao divórcio dos seus pais, muito incomum nesses anos, frequentou o Colégio Militar (os meninos da Luz, como sempre foram e são ainda hoje conhecidos) entre os anos de 1954 e 1958. 


Com 23 anos e com o posto de Alferes Miliciano foi destacado para a Guerra Colonial, na (então) Província de Moçambique) guerra  que durou 13 anos tendo apenas acabado com o 25 de Abril de 1974, e na qual morreram cerca de 10.000 jovens soldados portugueses.



Morreu em Moçambique em 1 de Setembro de 1965, após o rebentamento de uma mina e por não ter recebido tratamento médico adequado. Após a sua morte, a mãe e alguns amigos juntaram-se e decidiram publicar os seus poemas. O livro teve prefácio do escritor Urbano Tavares Rodrigues.

6.JUNHO.2015 - EM LISBOA


sábado, 2 de maio de 2015

ESCRITOR LUÍS MIGUEL ROCHA (1976 - 2015)


Luis Miguel Rocha nasceu em Mazarefes, no Porto, estudou Humanidades até ao seu 12º ano, tendo começado a sua vida profissional como Técnico da empresa produtora responsável pela realização das missas na TVI. Supervisionou também guiões para produtores portugueses e ingleses e traduziu alguns livros de contos.



Os seus livros têm sido sucessos internacionais, em "O último Papa" expõe uma teoria sobre a misteriosa morte de Albino Luciani, o Papa João Paulo I. Viveu dois anos em Londres, onde se estreou como escritor com o romance "Um país encantado", centrado em acontecimentos durante o Estado Novo de Salazar. Para o seu primeiro romance sobre o Vaticano e a Igreja Católica, afirmou sempre ter recebido informações de uma misteriosa fonte que nunca identificou e que lhe teria solicitado para misturar ficção e realidade.



"O último Papa" foi traduzido em várias línguas e vendeu meio milhão de exemplares em todo o Mundo e terá sido o primeiro romance português a chegar nos Estados Unidos ao top dos livros mais vendidos do New York Times.




Morreu, prematuramente, no inicio deste ano, vitima de doença prolongada.